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Porte de arma e a Educação

A decisão do presidente Jair Bolsonaro em flexibilizar a posse de armas no país, mantém a sua coerência com seu discurso antes, durante e pós-campanha eleitoral. Pelo menos neste quesito, ninguém pode questionar, pois ele sempre defendeu o porte de arma, argumentando que o cidadão é livre para escolher se quer ou não ter uma arma em casa para sua defesa.

No entanto, como seria bom ver o mesmo empenho do governo Bolsonaro na área da Educação e Saúde, onde precisamos de investimentos e mudanças importantes para garantir um sistema de qualidade e eficiente para população.

A meu ver, a principal bandeira do governo Bolsonaro, além é claro das questões econômicos para tirar o país da crise em que está há mais de cinco anos, deveria ser a Educação. Até porque, um cidadão bem formado, será uma pessoa consciente de seus deveres e direitos e baseado nos princípios eterno do bem e do mal, do que é certo e errado, terá todas as condições para decidir se quer ou não ter uma arma em casa.

A Educação, com um sistema educacional eficiente e de qualidade, que seja universal, atendendo a todos os brasileiros, não excluindo ninguém, é capaz a longo e médio prazo reduzir a violência no país. Desta maneira, não apenas atenderá à classe média, mas também aqueles que vivem nas periferias da cidade e muitas vezes são discriminados por viverem em comunidades pobres, identificadas como “morros”, “favelas”, etc.

Permitir a posse de arma sem investir em formação é a possibilidade de abrir as portas para consequências que somente o futuro nos dirá. Mas, que, num país sem formação, com uma população acuada, com medo de assalto, assassinatos, apavorada com o crescimento da violência e do tráfico de drogas, podemos imaginar ou temer a morte de inocentes, simplesmente pelo fato de estarmos com medo.

Precisamos armar o cidadão brasileiro com uma boa educação, garantindo a ele emprego e uma vida com qualidade. Armar o brasileiro com os verdadeiros valores, tendo consciência de seus direitos e deveres.

A arma de fogo ou qualquer outra não deve ser uma prioridade de governo, mas é uma resposta do candidato Jair Bolsonaro aos seus eleitores. Estes eleitores deverão mostrar ao presidente Bolsonaro, que porte de armar não é igual ao aumento da violência e morte por armas de fogo.

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