quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Carta do vereador Paulo Igor

Às famílias Petropolitanas,

Não posso me calar diante do personagem (vilão) que tentam construir sobre minha pessoa. Acusações descabidas, matérias tendenciosas e excesso daqueles que deveriam ser responsáveis pelo equilíbrio.

Tenho me mantido de forma reservada em especial para preservar a minha família. Porém a necessidade de protagonismo de alguns poderes constituídos, a falta de responsabilidade de parte da imprensa em checar o que se divulga e até mesmo a ganância pelo poder por parte daqueles que mentem e não medem consequências por seus atos e falsos testemunhos me fazem me manifestar publicamente.

Construí minha carreira política pautada no diálogo franco e direto com os eleitores e com a classe política. Sempre soube que, para o fiel exercício do meu mandato parlamentar, era importante ter uma boa interlocução política, ou seja, era fundamental estar sempre aberto a ouvir, dialogar e assim encontrar o equilíbrio e o consenso. Nada é possível sem consenso. Sem consenso o que há é intolerância, intransigência. Obter o consenso, porém, não é facil: dediquei muitas horas dos meus dias ao trabalho da vereança abrindo mão do convívio com minha família, amigos e de alguns projetos pessoais.

Nas três únicas eleições que disputei fui eleito sempre com votações expressivas e a cada uma delas ia ampliando significativamente o número de votos que a população me concedia. Durante os 10 anos em que estou na vida pública sempre fui escolhido pelo povo através do sistema democrático de nosso País, que é o voto direto.

Fui conduzido quatro vezes para estar à frente do Poder Legislativo Municipal, as duas últimas por unanimidade, ou seja, reunindo todos os votos de meus pares, seja de oposição, seja de situação, ou seja mesmo daqueles que se autodenominam independentes. Sempre construí essas vitórias dialogando e oferecendo condições e liberdade para que cada parlamentar pudesse exercer da forma mais ampla os seus mandatos e assim poder atender as expectativas da população a qual representamos.

Sempre respeitei o trabalho de cada um, suas bandeiras e principalmente o posicionamento de cada Vereador frente aos governos. Provavelmente por essa forma de atuar, obtive 51 dos 60 votos que disputei nas quatro eleições para presidência da câmara, votos esses de 30 dos 31 vereadores que convivi durante os três mandatos que o povo me escolheu para ser seu representante.

Durante esse período convivi com três prefeitos e a relação com eles sempre foi respeitosa, independente e republicana. Jamais atuei de forma que pudesse prejudicar qualquer um deles. Ainda que por vezes tivéssemos pensamentos divergentes, jamais omiti meu posicionamento, porém sempre com "Fair Play".

Sempre agi com lisura e honestidade. O que me imputam é uma inverdade: acusam-me de um superfaturamento inexistente, jamais pago. Repito: alegam que permiti um superfaturamento por conta de um valor que jamais foi pago. Um evidente equívoco do Ministério Público que o tempo e a Justiça se encarregarão de corrigir. Tenho fé na Justiça.

Por isso, além de lamentar os 155 dias em que estive preso em condições precárias, espero reverter as medidas cautelares que me foram impostas. Após obter o reconhecimento do direito à minha liberdade pelo Superior Tribunal de Justiça, lutarei contra o afastamento provisório do exercício de meu mandato para o qual, aqui repito, não fui indicado e nomeado por ninguém, mas sim fui eleito através do voto popular.

Portanto, enxergo como uma afronta à democracia tal afastamento, primeiro por se tratar de uma investigação de 8 anos atrás, o que desautoriza a medida extemporânea e sem provas; segundo, pela precariedade da acusação em relação a qual - pasmem os senhores leitores desta carta -, passado todo esse tempo, nunca fui ouvido pelas autoridades e contra a qual nem mesmo tive oportunidade de apresentar uma defesa prévia, fato esse que me mantém na condição de investigado sem ter nenhuma denúncia recebida contra minha pessoa. 

Isso sem falar em todo o constrangimento vivido por mim e minha família durante todo esse período, de incomum sofrimento, sobre o qual, por ora, nada direi, preferindo neste momento manter este tema circunscrito ao seio de minha família, sem prejuízo de revisitá-lo em futuro próximo, em nova missiva.

Aproveito para agradecer a todos que sempre manifestam carinho por mim e minha família e dizer que confio na justiça do homem para que, ainda que tardiamente, reconheça meus pleitos. Confio acima de tudo na justiça divina e no poder de Deus, que tem me mantido forte e de cabeça erguida para continuar minha caminhada de vida.

Reafirmo que ao longo de meus mandatos sempre atuei de forma transparente, buscando ser um facilitador da população de um modo geral junto ao poder público, desde as pessoas mais simples, lideranças e representantes da sociedade, empreendedores, funcionários públicos, autoridades e agentes políticos, a quem, todos eles, sem qualquer distinção, sempre tive enorme prazer em receber, ouvir e buscar soluções para suas demandas.

Dedico a essa forma de atuar o sucesso crescente da minha carreira que me fez ser reconhecido por muitos petropolitanos e lideranças de municípios vizinhos como uma das maiores lideranças políticas da nossa região, o que me credenciava a disputar uma vaga de deputado federal pelo Estado do Rio, candidatura essa que acabou não se concretizando devido aos fatos já conhecidos por todos.

A imputação injusta que me fizeram inviabilizaram esse projeto. Mais que isso, valeram-se da reserva financeira lícita de que dispunha – e que pretendia utilizar na campanha – para me imputar coisa que nunca fiz: o pagamento de vantagem indevida a outros vereadores que sequer tinham conhecimento de tais fatos.

Quero destacar ainda que a existência de recursos que se encontravam guardados em minha residência, que não possui cofre, foram apontados por mim mesmo aos agentes no momento em que realizavam a busca e apreensão. Esses recursos são fruto da venda de um imóvel, com a devida escritura em cartório lavrada no final do ano anterior à operação, tudo declarado em imposto de renda.

Reafirmo também que durante a minha gestão sempre respeitei, cumpri e determinei o cumprimento de todas as legislações que normatizam os processos licitatórios de compras e contratações de serviços e nunca ofereci ou recebi qualquer vantagem indevida fruto de contrato público. Aguardo assim a oportunidade de apresentar minha defesa perante a justiça e definitivamente sepultar qualquer acusação que pese sobre mim.

Que a paz de Deus permaneça com todos! Paulo Igor

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Parte II - A imprensa e a relação com a Câmara

Na manhã de hoje, tomei conhecimento, que ontem à noite, a Câmara Municipal de Petrópolis decidiu não mais restringir o acesso de jornalista ao prédio do Legislativo.

A única observação é que a Assessoria de Comunicação seja comunicada da presença dos jornalistas, o que não vejo problema nenhum e até um sinal de respeito.

Esta decisão da direção da Câmara foi tomada por iniciativa do presidente, vereador Roni Medeiros mantendo assim, como disse em nota publicada ontem, o relacionamento harmonioso da Câmara com a imprensa petropolitana.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

A imprensa e a relação com a Câmara

Tomei conhecimento hoje que dois colegas da imprensa petropolitana tiveram acesso restrito na Câmara Municipal de Petrópolis. Uma foi a equipe da InterTv e outro foi o jornalista do Diário de Petrópolis.

Achei estranho, pois este procedimento não condiz com a tradição da Câmara na sua relação com a imprensa, que sempre foi harmoniosa, mesmo em momentos de divergência devido a matérias publicadas.

Este é um fato que não aconteceu comigo, pois, na manhã de hoje (17/01) fui a Câmara e, após me identificar, tive acesso as dependências da Câmara. No entanto, não posso deixar de manifestar minha surpresa e tristeza, pois em 20 anos fazendo cobertura na Câmara é a primeira vez que presencio ou tomo conhecimento de uma restrição.

É compreensível que a direção da Câmara Municipal queira estabelecer regras para que as pessoas possam acessar as dependências. No entanto, é importante que fique claro qual o objetivo e quais os procedimentos que a imprensa terá que ter para ter acesso as dependências e realizar seu trabalho como sempre fez.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Porte de arma e a Educação

A decisão do presidente Jair Bolsonaro em flexibilizar a posse de armas no país, mantém a sua coerência com seu discurso antes, durante e pós-campanha eleitoral. Pelo menos neste quesito, ninguém pode questionar, pois ele sempre defendeu o porte de arma, argumentando que o cidadão é livre para escolher se quer ou não ter uma arma em casa para sua defesa.

No entanto, como seria bom ver o mesmo empenho do governo Bolsonaro na área da Educação e Saúde, onde precisamos de investimentos e mudanças importantes para garantir um sistema de qualidade e eficiente para população.

A meu ver, a principal bandeira do governo Bolsonaro, além é claro das questões econômicos para tirar o país da crise em que está há mais de cinco anos, deveria ser a Educação. Até porque, um cidadão bem formado, será uma pessoa consciente de seus deveres e direitos e baseado nos princípios eterno do bem e do mal, do que é certo e errado, terá todas as condições para decidir se quer ou não ter uma arma em casa.

A Educação, com um sistema educacional eficiente e de qualidade, que seja universal, atendendo a todos os brasileiros, não excluindo ninguém, é capaz a longo e médio prazo reduzir a violência no país. Desta maneira, não apenas atenderá à classe média, mas também aqueles que vivem nas periferias da cidade e muitas vezes são discriminados por viverem em comunidades pobres, identificadas como “morros”, “favelas”, etc.

Permitir a posse de arma sem investir em formação é a possibilidade de abrir as portas para consequências que somente o futuro nos dirá. Mas, que, num país sem formação, com uma população acuada, com medo de assalto, assassinatos, apavorada com o crescimento da violência e do tráfico de drogas, podemos imaginar ou temer a morte de inocentes, simplesmente pelo fato de estarmos com medo.

Precisamos armar o cidadão brasileiro com uma boa educação, garantindo a ele emprego e uma vida com qualidade. Armar o brasileiro com os verdadeiros valores, tendo consciência de seus direitos e deveres.

A arma de fogo ou qualquer outra não deve ser uma prioridade de governo, mas é uma resposta do candidato Jair Bolsonaro aos seus eleitores. Estes eleitores deverão mostrar ao presidente Bolsonaro, que porte de armar não é igual ao aumento da violência e morte por armas de fogo.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Vereador pode perder espaço no Governo

Se for confirmada a postura do Governo Municipal em fechar as portas para o vereador Fred Procópio, reduzindo sua influência na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a bancada de oposição pode aumentar.
No momento, o vereador Fred Procópio apóia o Governo Rossi e tem votado tudo com a bancada governista. Ele já demonstrou que tem disposição para fazer oposição e se tomar esta postura vai alegrar muitos de seus eleitores insatisfeitos com o Governo e o próprio PSDB.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Na defesa da cultura

O Governo Municipal inicia 2019 fazendo uma mudança em seu primeiro escalão. No entanto, a mudança de diretor-presidente no Instituto Municipal de Cultura e Esportes (IMCE), não agradou a maioria dos artistas e produtores culturais de Petrópolis.

Na avaliação deles, que deveria assumir o IMCE deveria ser alguém da cultura ou uma pessoa neutra, que não estivesse comprometido com a administração municipal e muito menos com o turismo.

Para alguns artistas, como me confidenciou um, o IMCE está correndo o risco de se transformar num braço da Turispetro, responsável por promover o turismo na cidade.

Para os artistas a cultura não pode e não deve ser vista como mais um serviço para o turismo, mas deve ser vista como algo da cidade a ser oferecida aos petropolitanos e para os visitantes, mas fundamentalmente para o resgate cultural da cidade.