quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Crise econômica: justifica tudo

A Câmara Municipal, desde o ano passado tem usado a crise econômica como argumento para aprovar ou rejeitar projetos e emendas dos vereadores e para aprovar matérias de autoria do governo municipal.

Na sessão de terça-feira, não foi diferente, quando a bancada governista aprovou projeto criando o cargo de Subsecretário de Obras, Habitação e Regularização Fundiária, com argumento de que é importante para agilizar processos e trazer recursos para o município por causa da crise econômica. Alegaram ainda que seria importante para dar andamento aos processos de regularização fundiária e habitação.

O mesmo argumento “crise econômica”, foi usado na sessão de terça-feira para manter os vetos do chefe do Poder Executivo Municipal as emendas apresentadas pelos vereadores, retirando recursos de algumas pastas, como a coordenadoria de comunicação.

É interessante perceber que argumentos, como a “crise econômica” são usados por políticos e empresários para justificar medidas contra ou a favor as suas intenções e interesses, sem levar em conta o que de fato interessa a sociedade, isto é, ao bem comum.

sábado, 27 de janeiro de 2018

Roni Medeiros versus Leandro Azevedo

Vereador Leandro Azevedo
Vereador Roni Medeiros






















Se for pelo título deste texto, o que o leitor imagina é que há na Câmara Municipal e no campo político uma disputa entre os vereadores Roni Medeiros, líder do Governo Bernardo Rossi na Câmara, e o líder do PSB, vereador Leandro Azevedo.

De fato há uma divergência entre os dois vereadores quando está em discussão temas ligados a administração municipal, como vem ocorrendo nas últimas semanas.

Porém, fora do plenário da Câmara os dois vereadores mantém um bom relacionamento, deixando claro que as divergências entre eles existe, mais apenas no campo político.

No campo pessoal, são amigos e possuem um bom relacionamento.  

Na sessão do dia 25 de janeiro não foi diferente, quando os dois vereadores divergiram e trocaram farpas por causa das denúncia sobre o não pagamento de RPAs, que segundo Leandro Azevedo é um absurdo e segundo Roni Medeiros, o pagamento não aconteceu por falta de dinheiro.

Roni questionou o posicionamento de Azevedo, lembrando que já haviam conversado sobre o assunto e que lhe fora explicado que, possivelmente o pagamento não aconteceu por falta de dinheiro.

O líder do PSB respondeu ao líder do governo, afirmando que antes de tomar possa, leu e estudou as funções do vereador, frisando que uma delas e fundamental é fiscalizar o governo municipal e os atos do prefeito.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

PSB discute a saúde do Município

Na noite de ontem, após participar em Nova Friburgo, da reunião do Fórum Regional dos Conselhos Municipais de Saúde Região Serrana, à noite em Petrópolis, como convidado participei de um encontro do Partido Socialista Brasileiro (PSB), cujo tema foi a “saúde do município”.

O encontro foi conduzido pelo presidente de honra do partido e ex-prefeito, Rubens Bomtempo, tendo ao seu lado dois ex-secretários de saúde do seu terceiro governo (2013/2016), André Pombo e Ricardo Patulea.

Não vou entrar nas questões políticas e muito menos nas criticas feitas por eles as medidas tomadas pela atual gestão municipal, sob o comando do prefeito Bernardo Rossi.

Mas, quero ressaltar um dos assuntos do encontro, que foi sobre as duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Centro e Cascatinha, cuja expectativa de todos, é pela decisão do juiz da 4ª Vara Cível de Petrópolis, Jorge Luiz Martins Alves, que deve sair amanhã (dia17/01) ou nos próximos dias.

Os problemas apontados pelos dois secretários e servidores da saúde, que participaram do encontro, não foi nenhuma novidade para quem está acompanhando o processo de mudança na administração das UPAs desde setembro.

O que fica claro, e sobre isto já manifestei em depoimento prestado ao magistrado da 4ª Vara Cível, é a insatisfação dos trabalhadores com a forma de contratação, por meio de cooperativa, que retirou deles todos os direitos sociais trabalhistas que tinham antes, quando as contratações eram pelo sistema CLT.

É evidente que toda mudança causa transtornos, porém, a mudança na forma de administração das UPAs mostrou e está mostrando que, o principalmente objetivo das UPAs começa, ou já está há algum tempo, totalmente comprometido, que é o atendimento à população.

Não entro no mérito da questão se o governo anterior soube administrar melhor do que o atual, ou se o atual cometeu erro ao fazer o pregão que teve como vencedor o Consórcio Saúde Legal. Mas, como cidadão petropolitano e atualmente como presidente do Conselho Municipal de Saúde não tenho dúvida que a mudança no formato administrativo das UPAs vem causando um dano irreparável ao sistema de saúde do município. Além dos mais, tem prejudicado o atendimento à população. Antes, com a Cruz Vermelha havia problemas, porém conseguiu-se fechar o ano de 2016 com o atendimento que dava sinais de referência e de qualidade para população.

Acredito que, neste momento, o prefeito Bernardo Rossi tem uma avaliação muito mais detalhada da situação do que eu e por isso, creio que as informações que me chegam sejam verdadeiras e que mudanças podem acontecer em prol de um atendimento com qualidade e eficiência, pois é isto que o Conselho Municipal de Saúde vem cobrando.

Mas, as mudanças, sejam elas quais forem, ainda depende da decisão do juiz da 4ª Vara Cível.

Sobre a reunião em si, os dois ex-secretários apresentaram os números do governo anterior, fizeram as devidas comparações, ressaltaram situações que para eles são problemas e apontaram soluções. O ex-prefeito também teve o mesmo posicionamento, mas sugeriu aos seus companheiros atenção aos problemas e que denunciem as irregularidades.

Para concluir, você pode perguntar: por que participei deste encontro?

Simples: como cidadão devo ouvir todas as opiniões para formar a minha; como convidado, responder a um convite de amigos e pessoas que respeito; como presidente do COMSAÚDE, ouvir a avaliação de dois ex-secretários de Saúde, como tenho ouvido o atual secretário e assim formar minha opinião como presidente do Conselho Municipal de Saúde.



No mais, tenho o compromisso de lutar por uma saúde melhor, pois acredito no SUS, como um sistema eficaz para atender a população. Por isso, temos que estar unidos contra as medidas do Ministério da Saúde, que nos últimos anos tem promovido o desmonte do SUS, reduzindo o financiamento público federal.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Dia do Conselheiro Municipal

Dia 10 de janeiro.

Hoje, pelo calendário municipal de datas comemorativas é o Dia do Conselheiro Municipal. Esta data foi criada com dois objetivos:

O primeiro celebrar e lembrar a importância dos conselheiros municipais, que, sem ganhar nada, doam seu tempo em prol da construção de políticas públicas para o bem comum de todos.

O segundo para homenagear, na data de seu nascimento, um líder comunitário, militante político, sindicalista, ex-frade franciscano e acima de tudo um homem preocupado com o bem comum, Augusto Ângelo Zanatta.

Em ambos os casos, podemos ter e teremos divergências, mas, com toda certeza aqueles que por anos militam nas causas populares, na política e na construção de políticas públicas sabe a importância do conselheiro municipal e a importância que teve Zanatta na história do movimento comunitário e político da cidade.

Mas, ao falar sobre Zanatta ou citá-lo, não podemos esquecer ao longo de sua luta como líder comunitário e sindicalista, sua participação em partidos políticos e nos conselhos municipais, sempre teve ao seu lado pessoas que, mesmo nos momentos de divergências, lutavam e lutaram por uma cidade melhor.

Portanto, nesta data – Dia do Conselheiro Municipal – gostaria de citar cada um que passou pelos mais diversos conselhos municipais, pela Fampe, pela UDAM, pelos movimentos sociais petropolitanos, que desde a década de 60 ajudaram a construir Petrópolis.

Peço desculpas se não cito nomes, mas faço consciente de que não devo, pois com toda certeza deixaria alguém de fora e não seria justo com ninguém e com suas histórias.

Hoje, como presidente do Conselho Municipal de Saúde agradeço a todos e a todas pelo trabalho, dedicação e exemplo deixado. Seguindo exemplo dos companheiros e companheiras que deixaram sua marca e fizeram história e com aqueles e aquelas que ainda estão militando, luto e busca uma cidade melhor que atenda a todos e a todas.

Não é fácil se líder comunitário, sindicalista, estar num movimento social e político. A grande maioria destes militantes faz por amor ao bem comum, sem interesses. Infelizmente tem aqueles que aproveitam o espaço para tirar proveitos pessoais, mas graças ao bom Deus são minoria e sempre caem no esquecimento.

Mas, os autênticos líderes comunitários, sindicalistas e militantes do movimento social jamais são esquecidos e são estes que presto minha homenagem.

Ainda há muito para ser feito. Os atuais conselheiros tem um papel fundamental na construção de políticas públicas que supere este mar de lama que vive o Brasil. A política não é ruim, mais a grande maioria dos atuais políticos não representa o povo, representam seus interesses e arranjos políticos.

Temos, em respeito à memória daqueles que perderam suas vidas lutando pela democracia, por aqueles que doaram seu tempo e sua vida pela política pública, pelo comum, de lutar para que Brasil seja de fato o país que todos sonhamos e desejamos.



A construção deste país depende de cada um de nós.