sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Acessibilidade e transporte público

A acessibilidade no transporte público da cidade foi tema de audiência pública, na Câmara Municipal, na manhã do dia 25 de agosto, presidida pelo vereador Marcelo da Silveira, que há meses vem chamando atenção dos vereadores para os problemas do transporte público na cidade.
O encontro contou com a presença de várias entidades petropolitanas, que defendem as pessoas com alguma necessidade especial e deixaram claro sua insatisfação com o transporte público, assim como a acessibilidade na cidade de forma geral.
Mais uma vez, a ausência de representantes das empresas de ônibus da cidade na audiência, deixa uma dúvida, se eles de fato estão comprometidos com o transporte público ou se, apenas prestam o serviço em função do lucro.
Na minha opinião, as duas situações podem caminhar juntos, mais o que vemos é justamente a falta de comprometimento na discussão de políticas públicas sobre mobilidade urbana. Notícias publicadas na imprensa local, mostra que na maioria das vezes a preocupação é com a gratuidade, ou melhor, buscar argumentos para reduzir a gratuidade, pois alegam que quem paga esta gratuidade são as pessoas que pagam a passagem, o trabalhador.
Outra questão que nos deixa preocupados é se os empresários de ônibus não consideram a Câmara Municipal espaço para estas discussões. O que seria um equívoco muito grande, pois é no Legislativo Municipal onde a discussão sobre políticas públicas ganha força e são definidas, principalmente quando transformadas em lei.

Independente desta situação, a audiência pública, promovida pelo vereador Marcelo da Silveira, deixou claro que há uma insatisfação de todos os segmentos com o transporte público e estão exigindo mudanças, o que obriga o governo a dialogar mais com a sociedade e com a iniciativa privada para que o transporte atenda a todos e a todas. 

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Sacerdote: mãos consagradas

No dia 4 de agosto, a Igreja Católica celebrou o Dia do Padre. Para muitos não passa de mais uma comemoração como tantas que estão presentes no calendário civil e no religioso.  De fato, não podemos tirar a razão de ninguém que pensa desta maneira, principalmente se olhamos para o sacerdote (padre) e vemos apenas um homem consagrado a Deus para servir o povo.
Talvez este seja um dos problemas da sociedade, não hoje, mas ao longo das décadas, olhar o sacerdote como um ser humano normal, que optou por consagrar-se a Deus. De fato é um ser humano, mas sua opção não é uma escolha de profissão, mais é uma entrega total a Deus para servi-lo e assim servir o povo.
O Bispo de Petrópolis, Dom Gregório Paixão (OSB), na missa do Crisma de 2016, em sua homilia ao dirigir-se aos padres, agradecendo todo trabalho realizado por eles, afirmou: “por meio das suas mãos consagradas chega ao povo de Deus a hóstia consagrada, o perdão e os sacramentos” e este ano completou afirmando que fazem chegar a todos a Palavra de Deus.
Este talvez possa ser um dos muitos significados do que é ser de fato um sacerdote: um homem consagrado a Deus, cujas mãos foram ungidas para levar a todos o Corpo e Sangue de Cristo, vivo e presença real na Hóstia Consagrada, oferecendo o perdão de Deus escutando o clamor do povo e ministrando os sacramentos, ao mesmo tempo que proclama a Palavra de Deus, não esquecendo jamais de seu caráter profético, denunciando as mazelas da sociedade e levando as pessoas ao encontro de Deus, mas, ao mesmo tempo, sendo o porto seguro espiritual e material de tantas pessoas.
É desta maneira que vejo o sacerdote e compreendo a sua importância na realidade social que vivemos. Esta “definição” dada por mim neste texto foi muito perceptível, quando, no dia 29 de julho de 2017, tive a oportunidade de estar na missa comemorativa dos 10 anos de ordenação do Padre Alexandre Brandão.
Uma celebração simples, porém de uma grandiosidade inexplicável. Naquela celebração estavam presentes todos os ingredientes que formam e dá sentido ao sacerdócio. A começar pela presença da família do padre – pai, mãe e irmão – sinal claro da importância da família na vida de qualquer pessoa, inclusive do sacerdote.
A comunidade que celebra o dom sacerdotal de um consagrado a Deus, que deixa tudo – sonhos, projetos, realizações pessoais, famílias – e se lança num projeto maior, sem perspectivas, mas apenas por acreditar naquele que dá sentido a esta decisão, Jesus Cristo. Por cada comunidade que passa novas conquistas e novos amigos, mas também sofrimentos e decepções superadas pela alegria de servir a Cristo.
Os amigos, presença da bondade de Deus e que por meio deles permite ao padre construir uma nova realidade familiar, onde não estão apenas os pais, irmãos, primos e tantos outros parentes, mais pessoas desconhecidas que se tornam conhecidas e com algumas se cria laços de amizades ultrapassando tempo e espaço. Foi o que pude perceber ao ver, ao lado do Padre Brandão o Padre Rogério Dias da Silva, cuja amizade foi sendo construída pouco a pouco tornando sólida, como testemunhou Padre Rogério.
Mas, para não me alongar mais do que já fiz, ao final da celebração, a oração e consagração de Padre Brandão aos pés da Virgem de Aparecida, me deu a certeza de que estava diante do um sacerdote totalmente consagrado a Deus. Ali, ajoelhado, em sua oração, Padre Brandão exerceu com fidelidade o ministério de anunciar a Palavra de Deus, não com lindo discurso, mais com uma simples oração testemunhando a própria vida, marcada por momentos de dor, sofrimento, angústia, decisões e a completa alegria de lançar-se nas águas mais profundas, sendo conduzido por Cristo.
Em outro artigo, quando falei da inauguração da Capela da Adoração permanente em São José do Vale do Rio Preto, afirmei que estava no lugar certo e na hora certa. Para concluir, afirmo que no dia 29 de julho de 2017, não poderia estar em outro local senão na Igreja Nossa Senhora de Lourdes, em Araras, celebrando os dez anos de sacerdócio do Padre Brandão.

Se neste dia, foi seu aniversário de ordenação, quem ganhou o presente fui eu e todos que estavam na Igreja.  

Presidente parlamentarista

Na quinta-feira, quando ouvir o presidente Michel Temer falar que fazia um governo presidencial com características de parlamentarismo, confesso que a minha vontade foi quebrar a televisão. Pelo menos teria a sensação de dar um soco neste senhor.... que está brincando de ser presidente e apresenta na verdade, não características de parlamentarista, mais de um ditador que faz de tudo para se manter no poder, inclusive convocando as Forças Armadas para reprimir manifestação popular.
Se de fato vivêssemos num regime parlamentarista ou que pelo ao menos tivéssemos as características parlamentarista e nossos políticos, homens públicos, fossem sérios e comprometidos com o país e com o bem comum, todos renunciaram seus cargos.
Pelo menos este deveria ser o gesto de um presidente que, claramente não tem mais credibilidade para governar o país. Perde apoio a cada dia e a cada dia fica mais evidente que é um dos corruptos.
Fui contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, pois vi na ação do Congresso Nacional uma ação meramente política, pois lhe faltaram articulação política e o bom senso de romper com os petistas e com as propostas políticas de poder. Se tivesse feito isto, talvez pudesse fazer um governo de coalizão, salvar seu governo e manter os avanços sociais que estão correndo risco de retroceder ao início do Século XIX.
No entanto, fui a favor de seu afastamento da presidência, pois não havia mais condições de governar. Ela havia perdido apoio no Congresso Nacional, no meio empresarial e de um grande número da população.
Vejo que o presidente Michel Temer está na mesma situação. Apesar dos empresários e grupos econômicos e os tucanos defenderem a reforma trabalhista e da previdência, não manifestam apoio ao presidente e alguns líderes destes segmentos já pediram seu afastamento da presidência.
Isolado, mantendo-se no cargo por acordos políticos que passa por salvar a pele de corruptos em troca do salvamento da sua, Temer vai governando e representando o país no exterior, cometendo gafes e dando declarações que se ficasse calado já estaria errado.
Se me perguntar se sou contra Temer, a resposta é sim. Como posso ter um presidente que não tem representatividade, que troca apoio por cargos e para salvar sua pele e de corruptos como Aécio Neves e outros, que convoca as Forças Armadas para reprimir uma manifestação popular contra reformas trabalhista e da previdência, que recebe em sua residência oficial um empresário processado e ainda com nome falso para não ser reconhecido, que diz que não fez, não falou e não usou e depois desmente sua declaração afirmando que falou, fez e usou.
Se este é o presidente que governa com características de parlamentarismo, então, seja honesto e justo consigo mesmo e renuncie.

Afinal de contas, se renunciar ao cargo de presidente, o que pode acontecer... apenas ser preso.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

A cada manhã

Tudo nos parece igual.
A casa, o filho, os pais,
O trabalho, os amigos, o estudo,
Enfim, tudo nos parece igual.
Pensamos que vivemos numa rotina,
Mas, esquecemos que cada dia
É um dia diferente do outro,
Pois Deus nos olha hoje,
Não importa o passado e o futuro,
O que ele quer é que vivamos
O nosso hoje, como se fosse único,
Por isso Ele olha para cada um de nós,
Como se fossemos a única criatura em todo universo.
Neste dia, em que completa mais um ano,
Deus olha para você como se ninguém mais existisse,
Somente você.
Por isso o seu dia é diferente,
Pois para Deus, você é a pessoa mais importante.
Para Ele, você é a sua melhor criação,
É sua obra prima.
Afinal de contas, Deus a criou,
Segundo a sua imagem e semelhança.
Feliz Aniversário.