sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Parte II - A imprensa e a relação com a Câmara

Na manhã de hoje, tomei conhecimento, que ontem à noite, a Câmara Municipal de Petrópolis decidiu não mais restringir o acesso de jornalista ao prédio do Legislativo.

A única observação é que a Assessoria de Comunicação seja comunicada da presença dos jornalistas, o que não vejo problema nenhum e até um sinal de respeito.

Esta decisão da direção da Câmara foi tomada por iniciativa do presidente, vereador Roni Medeiros mantendo assim, como disse em nota publicada ontem, o relacionamento harmonioso da Câmara com a imprensa petropolitana.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

A imprensa e a relação com a Câmara

Tomei conhecimento hoje que dois colegas da imprensa petropolitana tiveram acesso restrito na Câmara Municipal de Petrópolis. Uma foi a equipe da InterTv e outro foi o jornalista do Diário de Petrópolis.

Achei estranho, pois este procedimento não condiz com a tradição da Câmara na sua relação com a imprensa, que sempre foi harmoniosa, mesmo em momentos de divergência devido a matérias publicadas.

Este é um fato que não aconteceu comigo, pois, na manhã de hoje (17/01) fui a Câmara e, após me identificar, tive acesso as dependências da Câmara. No entanto, não posso deixar de manifestar minha surpresa e tristeza, pois em 20 anos fazendo cobertura na Câmara é a primeira vez que presencio ou tomo conhecimento de uma restrição.

É compreensível que a direção da Câmara Municipal queira estabelecer regras para que as pessoas possam acessar as dependências. No entanto, é importante que fique claro qual o objetivo e quais os procedimentos que a imprensa terá que ter para ter acesso as dependências e realizar seu trabalho como sempre fez.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Porte de arma e a Educação

A decisão do presidente Jair Bolsonaro em flexibilizar a posse de armas no país, mantém a sua coerência com seu discurso antes, durante e pós-campanha eleitoral. Pelo menos neste quesito, ninguém pode questionar, pois ele sempre defendeu o porte de arma, argumentando que o cidadão é livre para escolher se quer ou não ter uma arma em casa para sua defesa.

No entanto, como seria bom ver o mesmo empenho do governo Bolsonaro na área da Educação e Saúde, onde precisamos de investimentos e mudanças importantes para garantir um sistema de qualidade e eficiente para população.

A meu ver, a principal bandeira do governo Bolsonaro, além é claro das questões econômicos para tirar o país da crise em que está há mais de cinco anos, deveria ser a Educação. Até porque, um cidadão bem formado, será uma pessoa consciente de seus deveres e direitos e baseado nos princípios eterno do bem e do mal, do que é certo e errado, terá todas as condições para decidir se quer ou não ter uma arma em casa.

A Educação, com um sistema educacional eficiente e de qualidade, que seja universal, atendendo a todos os brasileiros, não excluindo ninguém, é capaz a longo e médio prazo reduzir a violência no país. Desta maneira, não apenas atenderá à classe média, mas também aqueles que vivem nas periferias da cidade e muitas vezes são discriminados por viverem em comunidades pobres, identificadas como “morros”, “favelas”, etc.

Permitir a posse de arma sem investir em formação é a possibilidade de abrir as portas para consequências que somente o futuro nos dirá. Mas, que, num país sem formação, com uma população acuada, com medo de assalto, assassinatos, apavorada com o crescimento da violência e do tráfico de drogas, podemos imaginar ou temer a morte de inocentes, simplesmente pelo fato de estarmos com medo.

Precisamos armar o cidadão brasileiro com uma boa educação, garantindo a ele emprego e uma vida com qualidade. Armar o brasileiro com os verdadeiros valores, tendo consciência de seus direitos e deveres.

A arma de fogo ou qualquer outra não deve ser uma prioridade de governo, mas é uma resposta do candidato Jair Bolsonaro aos seus eleitores. Estes eleitores deverão mostrar ao presidente Bolsonaro, que porte de armar não é igual ao aumento da violência e morte por armas de fogo.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Vereador pode perder espaço no Governo

Se for confirmada a postura do Governo Municipal em fechar as portas para o vereador Fred Procópio, reduzindo sua influência na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a bancada de oposição pode aumentar.
No momento, o vereador Fred Procópio apóia o Governo Rossi e tem votado tudo com a bancada governista. Ele já demonstrou que tem disposição para fazer oposição e se tomar esta postura vai alegrar muitos de seus eleitores insatisfeitos com o Governo e o próprio PSDB.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Na defesa da cultura

O Governo Municipal inicia 2019 fazendo uma mudança em seu primeiro escalão. No entanto, a mudança de diretor-presidente no Instituto Municipal de Cultura e Esportes (IMCE), não agradou a maioria dos artistas e produtores culturais de Petrópolis.

Na avaliação deles, que deveria assumir o IMCE deveria ser alguém da cultura ou uma pessoa neutra, que não estivesse comprometido com a administração municipal e muito menos com o turismo.

Para alguns artistas, como me confidenciou um, o IMCE está correndo o risco de se transformar num braço da Turispetro, responsável por promover o turismo na cidade.

Para os artistas a cultura não pode e não deve ser vista como mais um serviço para o turismo, mas deve ser vista como algo da cidade a ser oferecida aos petropolitanos e para os visitantes, mas fundamentalmente para o resgate cultural da cidade.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Uma vida que se vai...

Na semana passada fomos surpreendidos com a execução da vereadora do Rio, Marielle Franco e a morte de seu motorista, Anderson. Na mesma noite um pai de família foi morto na frente do filho de cinco anos e uma mulher morta com um tiro na cabeça dentro de casa. Na mesma semana, uma criança de um ano é morta com um tiro, um pai cai ao descer de um ônibus e mais uma mulher é morta dentro de casa por uma bala “perdida”.

São vítimas da brutalidade, da violência e da completa falta de amor ao ser humano. Qual a diferença entre eles?

Nenhuma. Todos são seres humanos, homens e mulheres abatidos pela violência que nos agride dia a dia.

Mas, não são os únicos. Em cada município deste imenso país há brasileiros, seres humanos, homens e mulheres que tombam vítimas da violência que exclui milhares dos bancos escolares.

Que mata milhares de brasileiros e brasileiras deitados numa maca, sentados numa cadeira, no chão ou em suas casas a espera de um atendimento médico. Brasileiros e brasileiras que tombam todos os dias por causa da exclusão social, da falta de emprego e empurrados para miséria social.

Violência que atingi pobres em suas comunidades carentes e ricos em seus condomínios. Aqueles que pertencem a chamada “classe média” vivem na encruzilhada da violência entre comunidades carentes e condomínios luxuosas.

Toda a sociedade se vê vítima da violência da corrupção, que tira direitos da maioria para dar aos poucos que se beneficiam de leis. Esta maioria é vítima de um sistema que exclui milhares de brasileiros e brasileiras de oportunidades, atingindo de forma brutal os mais pobres, que tentam por meio de cotas ingressar na universidade e assim superar a violência da exclusão.

Mas, aqueles que não conseguem vencer por meio das cotas, contam apenas com sua determinação e sorte de saber agarrar as oportunidades e assim vencer a violência de um sistema que excluiu e estigmatiza aqueles que venceram.

Neste mundo brutal, violento, onde se tenta justificar a vida tirada por causa de sua opção de credo religioso, opção sexual, posição ideológica, partidária, etc, etc, não se leva em conta que, o que se perde não é um objeto, mas um ser humano amado ou amada por muitos.

Este ser humano ao tombar por causa de uma bala perdida, uma execução ou devido ao sistema de exclusão deixa para trás a dor em seus filhos, esposas e esposos, companheiros e companheiras, em pais e mães, em amigos e amigas. Esta morte abre uma ferida que jamais será curada, pois a lembrança da forma brutal como aquela vida foi tirada jamais é esquecida.

Portanto, não importa se é mulher, homem, criança, branca ou negra. Não importa o credo religioso, opção ideológica ou sexual. Se é rico, classe média ou pobre, se é policial, político, liderança comunitária e social, criminoso ou anônimo.

O que é importa é que, quem é brutalmente morto é um ser humano, um homem e uma mulher. É uma vida interrompida e que tinha um futuro ainda pela frente. O que de fato importa na discussão da violência é que a vida de um ser humano perdeu seu valor.

Precisamos resgatar este princípio, que é natural, a vida do ser humano vale muito. O que está em jogo não é a opção de ninguém, mais o que esta em jogo é a vida, a vida humana, a minha, a sua, do seu vizinho e até de um desconhecido.

Lutemos pela vida.

quarta-feira, 7 de março de 2018

A tragédia das chuvas em Petrópolis

As tragédias em Petrópolis, causadas pela chuva, estão presentes desde a sua fundação, em 1843. Um olhar atento aos jornais do tempo do Império e posterior, mostram que em determinado momento, até o Imperador Dom Pedro II foi obrigado a retornar ao Rio de Janeiro, devido ao transbortamento dos rios, lama e barreiras na cidade.

Situação vivida por muitos petropolitanos ao longo da história da cidade e guardam na memória tragédias que marcaram a vida de muitos, como em 1966 e 1988. É importante ressaltar e afirmar que, independente do número de mortos, seja 100 ou apenas um, como ocorreu sábado dia 3 de março de 2018, a perda de vidas humanas por causa de fortes chuvas e deslizamentos de terra é sempre uma grande tragédia.

Mas, o que chama atenção é que, ao longo dos 175 anos a história se repete como um círculo vicioso: chove forte, deslizamento de terra, transbordamento de rios, mortes de petropolitanos, promessas de reconstrução, projetos e recursos federais.

Ao passar este momento, o que vemos é que as coisas caminham lentamente e pouco acontece, mesmo sendo Petrópolis uma das cidades na Região Serrana do Estado do Rio onde o índice de deslizamento de terra é alto.

O que a cidade viveu ao longo de seus 175 anos parece que não adiantou de nada, pois pouco foi realizado e quando olho para Nova Friburgo, que em janeiro de 2011 sofreu uma das piores tragédias de sua história. Tenho a impressão que eles conseguiram se recuperar muito bem, ao contrário de Petrópolis, que nunca se recuperou da primeira tragédia, ocorrida em 1958, quando uma pessoa morreu soterrada numa casa no Centro Histórico, como narra o jornal O Paraíba.

As medidas tomadas nos últimos anos pelo Governo Municipal e continuada pela atual administração, tem como objetivo promover a cultura de prevenção, aproveitando a experiência do Japão com tragédias naturais. Esta ação é importante, porém, se considerar que o Japão tem uma cultura milenar, se não houver um investimento em educar as futuras gerações, iniciando nas escolas, vamos levar muito tempo e daqui a mil anos, Petrópolis pode não mais existir.



Esperamos que as iniciativas da Defesa Civil, iniciadas na gestão do Coronel Bombeiro, Rafael Simão e continuada na atual gestão do Coronel Paulo Renato tenham o efeito esperado, caso contrário, com a mudança climática, causada pelo aquecimento global, vamos continuar assistindo e convivendo com tragédias e perdas humanas.