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Governo perde espaço na Câmara e oposição e suplentes viram protagonistas

A situação do governo na Câmara Municipal não é das melhores. Apesar de ainda conseguir aprovar a maioria dos projetos, o prefeito Bernardo Rossi, segundo uma fonte, tem consciência que não tem mais influência sobre os vereadores.
De modo geral a visão que se tem é que os vereadores estão atrelados ao Governo Municipal e por isso não atuam contra o prefeito. De fato, esta é a imagem que passa, principalmente os discursos que vão na linha de defesa do governo.
Mas, conversando com os vereadores, a maioria, principalmente os suplentes querem manter uma atitude de independência e não aceitam nenhuma interferência do Governo na decisão deles sobre as votações.
Um vereador chegou a afirmar que: “Mantenho meu apoio ao governo, mas se o prefeito pensa que vou votar tudo que ele quer, sem discutir, sem ver se de fato se é bom para cidade está enganado” e concluiu frisando que “não estou aqui para dize amém”.
A maior dificuldade do Governo está em administrar este tipo de posicionamento, até porque, enquanto o Governo e a direção da Câmara passarem a imagem que atuam para proteger os vereadores investigados pela Justiça, a relação não será tranquila.
O problema é que tanto a Câmara quanto a Prefeitura não apresentam nada que vá de encontro aos anseios da população e isto coloca os dois poderes – Executivo e Legislativo – em constante colisão com a opinião pública.
Estes problemas dificultam o diálogo e por isso, o prefeito sabe que, se não tiver um articulador habilidoso terá sérios problemas para aprovar determinados projetos. No entanto, até o momento, as pessoas colocadas para dialogar com os vereadores não agradou e deixou a maioria insatisfeita.
Alguns fatos demonstram esta dificuldade do Governo Municipal e do que sobrou da Bancada Governista, pois a maioria está afastada da Câmara por ordem judicial.
Quando da discussão da CPI do Natal Imperial. Em reposta a posição do vereador Leandro Azevedo (PSD), vereadores ligados ao governo, propuseram então uma CPI para apurar irregularidades nos contratos da extinta Fundação de Cultura, hoje Instituto Municipal de Cultura e Esportes, no período do governo do ex-prefeito Rubens Bomtempo. Com este objetivo a maioria dos vereadores assinaram o pedido de CPI do Natal Imperial.
Esta CPI, criada para investigar os custos do Natal de 2018 já foi instalada e já realizou a primeira reunião. Ela é formada pela maioria dos vereadores de oposição ao governo Bernardo Rossi. Já a CPI para investigar os contratos da extinta Fundação de Cultura, ainda não teve os nomes indicados.

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